terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aos desiludidos ...

"Tem gente que não vale isso que a gente faz. Não vale o choro, o desespero, a inquietude de pensamentos, um sorriso largo, uma força de vontade à mais. 
Tem gente que não vale nossa energia, nossa atenção, nossos ouvidos, nosso tempo.
Tem gente que nem a gente merece ter, e outros que nem gente parecem ser."

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Desesperados

"Ah, mas hei de guardar esta sabedoria: se você ama alguém mais do que a si mesmo. Então você não o ama. Porque o amor começa dentro da gente. Vem de dentro para fora. Não se pode amar alguém, se tu não ama a ti mesmo. Não é amor, é desespero." (Isabela Bagatelli)

PENSAMENTO CHAPADO

O que é uma pessoa sem amor?
O que ela se torna?
Caso será ela um monstro
criado sem sentido,
num escuro vazio?
Será ela um nada?
Um buraco sem fim:
desses "de tanto a gente olhar,
ele olha de volta pra gente".
Ou um andar cego,
sem parar,
em todo o mundo.
Pode ser ele digno de se chamar alguém?
Pode haver sentido pra sua existência?
Pode ele, ter direto à algum lamento?
Diga-me, o que é uma pessoa assim?
Ela se transforma, ou, apenas, realmente é?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

meus dezenove

Às vezes, nos perdemos dentro de nós mesmos e não conseguimos saber quem somos. Mas não há nenhum problema nisso, desde que saibamos o que não queremos nos tornar à ser. Afinal, perder-se também é caminho. E o caminho, cada um é que faz o seu.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

FRASE III

"É preciso esvaziarmos de nós, para nos enchermos dos outros." (Isabela B.)

FRASE II

"Há quem chora solidão. Há quem grita companhia.
Há quem diga não. Há quem saboreia a vida." - (I. Bagatelli)

Lamentos de solidão

 Cá estou eu lamentando minha solidão. O meu estado singular de mim mesmo. E contemplo isso como se fosse um tesouro que alguém herdou e demorou para possuir. A felicidade por encontrar, e tomar posse daquilo que já era esperado. Mas, o desespero de levar adiante uma dor tão incontrolada e que impregna no peito, chegando a fazer morada.
 Dor incessante, que não cala, não pára e afunda pra dentro da alma uma inconstante agonia. Chega a trazer prazer, e com o tempo torna-se até adaptável. Por mais que ao senti-la, pareçamos monstros adoidados à solta (mesmo estando presos dentro de nós mesmos); mas é bem sabido o motivo: necessário para mais humanizarmos.
 Cada um lamenta o que tem. O que é seu por direito. O que carrega em si. O que se traz desde o nascimento e leva até deitar-se em seu leito de morte. Todos nascem sozinhos, e morrerão afogados em sua própria solidão. Queira, ou não.