sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A perda e a sua dor ...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Escravo
É como se fosse um trabalho árduo, mas sem a recompensa. Mesmo cansada eu continuo trabalhando, na esperança de um dia a recompensa vir e finalmente conseguir descansar.
Mas tudo o que ocorre durante todo o serviço me traz cada vez mais a certeza que tudo será em vão. Se ao menos o reconhecimento fosse visto e aceito, na situação que me vejo, já seria um alívio, trazendo consigo a esperança.
Nesse trabalho eu sinto o meu suor cair em gotas de sangue que escorrem pelo meu corpo. Os músculos e o psicológico já não conseguem mais trabalhar em equipe. Sinto tudo arder. Sinto minha alma clamar. Sinto a dor de um ser humano qualquer tentando se levantar.
Quantas vezes de pé eu cai, e ao meu lado nunca encontrei alguém que dispunha a me levantar. Todos de olhos fechados para o sofrimento alheio. Ninguém aceita enxergar a minha dor.
Chego ao ponto que nenhuma palavra mais irá me (re)compor.
Sinto que só você pode me restituir e me (re)compensar.
Afinal, todo o meu trabalho, todo o sangue derramado do meu corpo e toda minha loucura ... és tu, que traz consigo toda a culpa.